A FUNDAÇÃO PARA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA (FIA) FAZ AÇÃO PONTUAL NA SAÍDA DO METRÔ

Atualizado em 18/08/2016 - 09:18h

Objetivo é conscientizar e prevenir jovens e adolescentes

O Programa SOS Crianças Desaparecidas vai estar onde o povo está. Essa é a preocupação da Fundação para a Criança e Adolescência (FIA), órgão vinculado à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, (SEASDH) que vem realizando, nas saídas do Metrô de Botafogo, ações para atender, orientar e encaminhar pessoas entregando pulseiras e cartazes e dar orientação sobre a prevenção.

O terminal do Metrô de Botafogo é ponto final da linha dois, que vem da Pavuna, e parte da integração com a linha um, com destino a Copacabana e também embarque para o Boulervard Olímpico, no Centro da Cidade. O objetivo da ação é que todas as crianças e adolescentes cheguem aos locais de entretenimento devidamente identificados.

O secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, considera prioridade essas ações nas entradas e saídas dos grandes terminais de acesso ao transporte público. "Temos que massificar a cultura da identificação para dar mais segurança às nossas crianças e adolescentes".

Durante as olimpíadas a equipe da Fia já distribuiu mais de 174 mil pulseiras; sendo 53,5 mil no Boulevard Olímpico, 37,6 mil em Copacabana, 35,5 mil no Miécimo da Silva, em Campo Grande, e 45,5 mil em Madureira, onde foi registrado um caso de criança perdida, que logo foi encontrada.

A aposentada Marly Lopes estava com o neto Guilherme, de sete anos, e foi até a equipe da FIA para solicitar uma pulseirinha de identificação. "Quando vi vocês aqui fiz questão de trazer meu neto para colocar a pulseirinha. Durante esse megaevento no Rio de Janeiro, todo cuidado é pouco, as crianças não tem a noção do perigo".

A FIA, com o apoio do Proderj, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, lançou um novo portal do Programa SOS Crianças Desaparecidas, que conta com informações bilíngues, novas funcionalidades de denúncia, comunicado de desaparecimento e acessibilidade do site em diversos dispositivos (celulares, tablets e etc).

É sempre bom lembrar que o primeiro passo, quando há uma situação de desaparecimento de criança ou adolescente, é a ocorrência policial. Não é preciso esperar 24h para registrar o desaparecimento, segundo a Lei Federal 11.259/2005. De posse do documento, os responsáveis podem procurar a FIA, que aciona a rede de proteção, formada por Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacias de Polícia, Disque-Criança Alerj, Juizado da Infância e da Juventude, Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (RedeSAP), os Conselhos Tutelares e os Conselhos de Direitos.

Em 20 anos de atuação, o Programa SOS Crianças Desaparecidas registra um índice de 85% de localizados. São 3.400 casos cadastrados e 2.886 crianças foram localizadas. Dos 514 ainda desaparecidos, 462 já são maiores de 18 anos.

O gerente do Programa, Luiz Henrique Oliveira, enfatiza a realização e a mobilização dessas ações em locais de grande movimentação de pessoas. "Nossa preocupação é investir em prevenção. O SOS Crianças Desaparecidas vai estar onde o povo está", concluiu.

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